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🚌 O transporte coletivo pode decidir se o eleitor chega ou não à urna. MPF vai investigar a operação de ônibus gratuitos em Teresina nos dois turnos.

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🚌 MPF abriu investigação para saber se Teresina ofereceu ônibus gratuitos e em quantidade suficiente nos dois turnos das eleições. A apuração põe a mobilidade urbana no centro de um direito básico: conseguir chegar à urna. 🧵

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A regra era clara: transporte coletivo gratuito nos dias 4 e 25 de outubro, com frequência compatível à de dias úteis. Não basta zerar a tarifa se o ônibus não passa — acesso real depende de frota, horários e cobertura.

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No segundo turno, denúncias apontaram que menos da metade da frota poderia estar circulando na capital. O presidente do TRE-PI determinou a recomposição imediata dos veículos pela Prefeitura e pelas concessionárias.

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Agora, o MPF requisitou ordens de serviço, dados de georreferenciamento e bilhetagem, escalas de veículos e contratos de concessão. É uma chance de usar dados da operação para entender, com precisão, o que aconteceu nas ruas.

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A investigação não trata de crime eleitoral ou abuso de poder. O foco é coletivo: verificar falhas no serviço, possível dano moral coletivo e medidas estruturais para que a mobilidade não limite o voto nas próximas eleições.

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O STF já havia assegurado a gratuidade, e o TSE exige frequência de dia útil. Em locais com dificuldade de deslocamento no segundo turno, a votação chegou a ser prorrogada até 19h. Transporte também é infraestrutura democrática.

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O painel do TRE-PI indicou que só 19 dos 96 municípios consultados confirmaram transporte gratuito no segundo turno. Planejar frota, fiscalizar contratos e informar rotas pode transformar uma garantia formal em acesso para todos.

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A apuração em Teresina pode deixar um legado prático: operações de ônibus mais transparentes, previsíveis e capazes de atender quem mais depende do coletivo. Quando a cidade se move melhor, a democracia também avança.

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