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Resumo em 10 segundos

Somente 3% das 742 aldeias têm água potável — MPF exige cronograma emergencial em 30 dias 💧🧵

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MPF dá 30 dias para União e AGSUS apresentarem cronograma emergencial de água para comunidades indígenas do Alto Rio Negro — só 3% das 742 aldeias têm água potável 💧🧵

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A determinação veio numa ação civil pública: o MPF quer que a liminar estabeleça planos que foram prometidos em 2020 e ainda não foram concluídos. Prazo curto: 30 dias para apresentar cronograma e medidas urgentes.

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O órgão aponta que a União "não aplica adequadamente o orçamento" para saneamento nas terras indígenas e tem falhado no cumprimento de metas desde 2020. O pedido inclui contratação definitiva de profissionais necessários para operar os sistemas.

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Impacto real: falta de água potável gera doenças, agrava desigualdades e atinge com peso maior mulheres, crianças e idosos. Soluções técnicas precisam andar juntas do respeito à autonomia e aos saberes locais.

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O cronograma emergencial deve prever implantação, reforma e ampliação dos sistemas de abastecimento, fiscalização transparente e participação das comunidades indígenas em todas as etapas — não dá pra impor sem diálogo.

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Além da urgência humanitária, há questão política: eficiência do gasto público, regulação e responsabilidade institucional. Cobrar cumprimento de metas é também cobrar democracia e justiça social no acesso a serviços básicos.

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30 dias é uma janela para transformar promessa em prática. Se o plano for sério e participativo, comunidades ganham saúde e autonomia; se for papel, vale acompanhar e exigir cumprimento. Água é direito — vamos observar os próximos passos.

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