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Investigação do MPF sobre contratos do Conter expõe fragilidades na governança dos conselhos profissionais 🔍

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MPF aponta improbidade administrativa na gestão do Conter: investigação mira contratos de R$ 3,5 milhões após crise iniciada nas eleições de 2022 🔍🧵

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O Conter — autarquia federal que coordena a fiscalização dos técnicos em radiologia — vive uma crise institucional que dura quase quatro anos. Segundo o MPF, contratos de R$ 3,5 milhões estão no centro das suspeitas. Isso vai além das contas: atinge regulação e segurança.

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O que o MPF aponta? Indícios de improbidade administrativa: possíveis falta de concorrência, favorecimento e prejuízo ao erário. Se confirmados, há risco de ações civis públicas, ressarcimento e sanções administrativas. A pergunta é: quem assume a responsabilidade política?

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A crise tem raízes nas eleições de 2022 — um exemplo de como a politicização interna pode corroer órgãos técnicos. Sem transparência e participação, decisões ficam vulneráveis a interesses fechados. Quem fiscaliza os fiscais quando o próprio conselho está em disputa?

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O impacto prático não é abstrato: paralisação de fiscalização, perda de confiança da categoria e riscos para pacientes. As medidas imediatas deveriam incluir auditoria independente, divulgação pública dos contratos e canais seguros para denúncias.

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Há um problema estrutural: concentração de poder em autarquias com pouca fiscalização permanente. Reforçar o papel do TCU, do MPF e da participação das categorias não é luxo — é política pública. Transparência e direitos trabalhistas fortalecem a governança.

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Se o MPF confirmar improbidade, não basta punir pontualmente. É oportunidade para repensar governança dos conselhos profissionais: mais democracia interna, controles claros e participação social para evitar que crises se repitam e proteger o interesse público.

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