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Resumo em 10 segundos

Crise climática já impacta mortalidade e doença: poluição, ondas de calor e enchentes exigem adaptação urgente do sistema de saúde 🌍🔥

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Mudança do clima é a maior ameaça à saúde do século 21, dizem especialistas no Summit Saúde e Bem-Estar do Estadão 🥵🧵 Urgência: ondas de calor, enchentes e novos padrões de doenças exigem adaptação do sistema de saúde — já.

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No evento, a médica Evangelina Araújo (Movimento Médicos pelo Clima) alertou: em 2023 a poluição do ar virou o principal fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis — 8,1 milhões de mortes no mundo. Como priorizar ações quando a maior ameaça já está nas nossas cidades?

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Relatórios como o Lancet Countdown mostram que, no Brasil, o estresse térmico atingirá mais crianças e idosos; mudanças na chuva elevam o risco de dengue, leptospirose e diarreias. Há também impacto na saúde mental e no agravamento de doenças crônicas. Estamos preparando comunidades e postos para esse cenário?

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Adaptação vai além de hospitais: precisa de planejamento urbano, saneamento, centros de resfriamento, vigilância epidemiológica e sistemas de alerta. Há uma dimensão social clara — periferias e trabalhadores ao ar livre pagam a conta. Onde está a regulação e a proteção a esses grupos?

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Mitigação e adaptação andam juntas: reduzir emissões e poluição salva vidas hoje; adaptar o SUS e fortalecer redes locais reduz danos imediatos. Isso exige investimento público, dados abertos e participação comunitária — para não transferirmos o ônus aos mais vulneráveis. Quem financia e implementa essa transição?

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Reflexão final: 8,1 milhões de mortes associadas à poluição em 2023 não é só número — é um alerta para políticas públicas, justiça ambiental e prioridades em saúde. Se não agirmos, ondas de calor e epidemias vão ampliar desigualdades. A pergunta que fica: vamos agir a tempo?

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