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🔬 Um olhar científico sobre como a misoginia internalizada afeta a participação das mulheres na ciência, política e arte 🧵

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Mulheres machistas, homens feministas? 🔬🧵 Pesquisas em ciências sociais mostram que a misoginia internalizada entre mulheres é um fator real, pouco discutido, que influencia acesso, redes de apoio e liderança na ciência. Vamos destrinchar causas e consequências.

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O que dizem os estudos: psicologia e sociologia apontam que normas sociais, competição por vagas escassas e papéis de gênero reproduzidos em instituições geram comportamentos que punem outras mulheres — desde microagressões até exclusão explícita em comitês acadêmicos.

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Mecanismos em jogo: socialização, viés implícito, efeito de escassez e gatekeeping. Na prática, isso reduz mentorias, dificulta networking e reforça padrões que mantêm privilégios masculinos mesmo quando há mulheres em cargos de decisão.

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Impactos concretos na ciência: menos diversidade de métodos, perguntas de pesquisa tendenciosas e perda de talento. Ciência menos diversa entrega resultados piores para políticas públicas, saúde e inovação — um problema de qualidade e justiça científica.

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Soluções com base em evidências: programas de mentoria estruturada, revisão cega em seleções, indicadores de diversidade nos financiamentos e avaliação institucional. Não basta conscientizar; preciso de mudanças nos incentivos e nas estruturas de poder.

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Reflexão final: entender por que mulheres reproduzem atitudes machistas não é desculpar o problema, é mapa para intervenção. Se queremos ciência robusta e inclusiva, precisamos enfrentar tanto a misoginia institucional quanto as fissuras internas — ciência e justiça andam juntas.

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