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Em 2024, pela primeira vez uma mulher negra chegou ao nível 1A do CNPq — marco para representatividade na pesquisa brasileira 🇧🇷

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Pela primeira vez no Brasil, em 2024, uma mulher negra atingiu o nível 1A do CNPq — o topo das bolsas de produtividade científica. Um marco simbólico para a representatividade na pesquisa brasileira 🇧🇷 🧵

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O nível 1A do CNPq é o patamar mais alto das Bolsas de Produtividade, destinado a pesquisadores com produção consolidada e alto impacto. A conquista expõe a sub-representação histórica de gênero e raça nas carreiras científicas do país.

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O prêmio Carolina Bori, que destaca trajetórias femininas na pesquisa, ajuda a dar visibilidade a conquistas como essa. Reconhecimentos são importantes, mas não substituem mudanças estruturais em avaliação, fomento e carreira.

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História e pesquisas documentam exclusões: por muito tempo, universidades e laboratórios foram espaços predominantemente masculinos. O filme 'Estrelas Além do Tempo' ilustra como sexismo e racismo marcaram rotinas científicas; Richard Hall (2021) discute a reprodução dessas desigualdades.

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Impactos práticos: a presença de pesquisadoras negras em posições de topo pode influenciar critérios de financiamento, orientação e priorização de temas. Para que esse marco não seja exceção, são necessárias ações: programas de fomento direcionados, mentoria e transparência nas avaliações.

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Reflexão final: 2024 é um sinal — não a chegada. A ciência brasileira precisa de políticas públicas, financiamento equitativo e mudança institucional para que o topo do CNPq reflita a diversidade do país e abra caminhos para muitas outras pesquisadoras.

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