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🗳️ Elas formam mais da metade do eleitorado brasileiro, mas a representação política feminina ainda está longe de acompanhar esse peso nas urnas.

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Mulheres são mais da metade do eleitorado brasileiro, mas seguem sub-representadas na política institucional. 🗳️ A cientista política Letícia Mendes analisa a distância entre o peso das eleitoras e a presença feminina em candidaturas e mandatos. 🧵

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O dado central é simples: ter maioria entre quem vota não garante presença proporcional entre quem decide leis, orçamentos e políticas públicas. A desigualdade aparece na disputa por cadeiras no Legislativo e em outros postos de poder.

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A baixa representação não se explica por falta de interesse ou capacidade. O debate envolve obstáculos para transformar participação social em candidaturas viáveis, como acesso desigual a redes partidárias, financiamento, visibilidade e apoio político.

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Quando menos mulheres chegam aos espaços de decisão, a diversidade de experiências tende a ficar menor. Isso pode afetar a formulação de políticas públicas em áreas como cuidado, trabalho, saúde, educação, segurança e combate à violência.

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A discussão também passa pelos partidos, que concentram decisões sobre lançamentos de candidaturas, recursos e tempo de propaganda. Regras eleitorais são importantes, mas sua aplicação e fiscalização fazem diferença no resultado final.

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A representação feminina não é apenas uma questão numérica: diz respeito à qualidade da democracia. Se o eleitorado é majoritariamente feminino, ampliar condições reais para candidaturas e mandatos é um desafio institucional que permanece aberto.

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