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🌿🎷 Uma instituição que ajuda a decifrar a Amazônia há 160 anos será celebrada no Theatro da Paz — com ciência, memória e jazz.

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🌿 O Museu Paraense Emílio Goeldi completa 160 anos de pesquisa na Amazônia e será homenageado no Theatro da Paz, em Belém, com concerto da Amazônia Jazz Band. Ciência e arte dividindo o mesmo palco. 🎷🧵

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Mas por que o Museu Goeldi importa tanto? Fundado em 1866, ele é a unidade de pesquisa mais antiga da Amazônia. Ao longo de gerações, ajudou a estudar a biodiversidade, os povos, a arqueologia e as transformações ambientais da região.

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O Museu não é apenas um lugar para visitar: é uma instituição científica ligada ao MCTI. Seus acervos, pesquisadores e espaços educativos produzem conhecimento essencial para entender — e proteger — a maior floresta tropical do planeta.

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A celebração ocorre em 15 de outubro, às 19h30. Antes, às 18h30, representantes do Museu Goeldi, do Theatro da Paz e de instituições parceiras conversam com a imprensa. O concerto começa às 20h.

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O palco também carrega história: inaugurado em 1878, o Theatro da Paz foi reconhecido pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade junto ao Teatro Amazonas, na candidatura “Teatros da Amazônia”.

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A trilha da noite será da Amazônia Jazz Band, criada em 1994 e reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Belém. A escolha reforça uma ideia poderosa: conhecimento científico e cultura local não competem — eles se fortalecem.

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Há ainda cooperação internacional: a Embaixada da Suíça apoia a restauração da antiga residência de Emílio Goeldi, parte do patrimônio do Parque Zoobotânico. Preservar prédios, coleções e equipes é preservar a memória científica amazônica.

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Em tempos de crise climática, 160 anos de ciência na Amazônia lembram algo básico: não se protege aquilo que não se conhece. Investir em pesquisa pública, educação e acervos é transformar a floresta em futuro — não em recurso descartável.

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