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Resumo em 10 segundos

👁️ Mais de 750 pacientes devem passar pelo HU de Canoas. O mutirão acelera o cuidado, mas também expõe o tamanho da demanda acumulada no SUS.

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👁️ Canoas realiza de 22 a 27 de setembro um mutirão de oftalmologia no Hospital Universitário: previsão de mais de 750 pacientes, 500 consultas e 150 cirurgias. É um avanço concreto contra a fila — e um retrato de como ela ainda é grande. 🧵

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O foco inclui cirurgias de catarata, condição comum especialmente após os 60 anos e capaz de comprometer autonomia, mobilidade e segurança no dia a dia. Recuperar visão não é só uma questão clínica: afeta trabalho, renda, cuidado e independência.

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Segundo o oftalmologista Daniel Cherubin, pessoas aguardavam havia anos pelo procedimento. Esse é o dado mais relevante da ação: mutirões podem encurtar uma espera dolorosa, mas não deveriam ser a única resposta a uma demanda represada por tanto tempo.

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A etapa começa com avaliação pré-operatória e exames, antes do agendamento da cirurgia. Essa organização importa: operar mais sem triagem, exames, acompanhamento e acesso ao retorno pode trocar uma fila por gargalos em outras partes do cuidado.

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Os atendimentos serão no ambulatório do HU, enquanto serviços habituais foram realocados para espaços sinalizados. A promessa é não interromper a rotina. Na prática, comunicação clara e acessibilidade são decisivas para que idosos não se percam no caminho do atendimento.

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O mutirão é uma boa notícia para quem vai ser atendido agora. A questão estrutural vem depois: qual será a capacidade permanente da rede para evitar novas filas? Cuidar da visão exige continuidade — consulta, cirurgia, acompanhamento e prevenção — não apenas uma semana de esforço concentrado.

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