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Resumo em 10 segundos

Aos 22 anos, estudante de Rio Claro encara mais uma Fuvest com o objetivo de trabalhar no SUS e ser a primeira graduada da família. 🩺📚

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Na 6ª tentativa de entrar em medicina na USP, Giulia Maria Zanfelice, de 22 anos, mantém o plano: tornar-se médica, trabalhar no SUS e ser a primeira pessoa graduada de sua família. 🩺📚🧵

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Moradora de Rio Claro (SP), ela fará a primeira fase da Fuvest em 1º de novembro. São cinco anos acumulados de cursinho e preparação — uma trajetória marcada por cansaço, frustrações e persistência.

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“O sonho da minha vida é ser médica”, afirmou Giulia. Ela diz querer retribuir as políticas públicas usadas por sua família e cita a criação por três mulheres como referência de força, coragem e sentido coletivo.

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Outro candidato, Murillo Moura, de 21 anos, também tenta uma vaga em medicina há quatro anos. Histórias assim expõem a alta competição do curso e o impacto emocional de longos ciclos de preparação.

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Para a psicóloga Mariana Viviani, o tempo no cursinho não deve ser visto como desperdício. Cada etapa pode ampliar repertório, maturidade e estratégias de estudo — desde que a saúde mental também seja prioridade.

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Na Fuvest deste ano, a primeira fase terá 80 questões, em vez de 90. A lista de leituras obrigatórias foi atualizada e mantém somente autoras mulheres, mudança que amplia a presença feminina no repertório literário cobrado.

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Giulia prioriza medicina no campus Pinheiros, em São Paulo, mas também presta outros vestibulares. “Sempre aprendo algo novo em cada tentativa”, resume. A preparação prolongada revela esforço individual, mas também o desafio do acesso desigual ao ensino superior.

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Entre a pressão por uma vaga e o desejo de cuidar de outras pessoas, persistir ganha um significado concreto: formar profissionais para a saúde pública começa muito antes da universidade.

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