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📱🌿 Em Avaí (SP), crianças usam o celular para organizar encontros, estudam Terena e mantêm vivas as brincadeiras da aldeia.

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📱🌿 Na Aldeia Kopenoti, em Avaí (SP), celulares, jogos online, língua Terena e brincadeiras tradicionais convivem na rotina das crianças. A tecnologia ajuda a organizar encontros sem substituir os vínculos da comunidade. 🧵

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A estudante Lívia Vitória Lipu, de 11 anos, conta que usa mensagens para combinar passeios com amigos. Nos dias quentes, os pontos de encontro incluem o rio da região e o museu da aldeia, com livros e registros da história local.

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Avaí é o município mais indígena de São Paulo, segundo o Censo 2022 do IBGE: 677 indígenas em uma população de 4.483 pessoas. Isso representa 15,1% dos moradores — um dado que ajuda a dimensionar a presença indígena no estado.

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Na escola local, o currículo articula disciplinas convencionais ao ensino da língua Terena e de práticas culturais, como a corrida com tronco e o jogo da ema. A proposta conecta educação formal, memória e identidade.

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A rotina também inclui experiências fora da aldeia: crianças frequentam shoppings e cinemas em cidades vizinhas, como Bauru. O cotidiano mostra que acesso à tecnologia e à cultura urbana pode coexistir com a preservação de saberes ancestrais.

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Para Lívia, esse ambiente de aprendizado e convivência alimenta um plano de futuro: ela quer ser médica. A história da Kopenoti lembra que inclusão digital faz mais sentido quando respeita língua, território, autonomia e os projetos de cada comunidade.

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