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Óleo de fritura, gordura de caixas industriais e caroços de frutos amazônicos podem deixar de ser poluição — e virar energia. 🔬🌱

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Gordura de caixa industrial, óleo de fritura e até caroço de açaí podem virar combustível de alta eficiência em Manaus. 🔬🌱 É o que pesquisadores da Ufam estão desenvolvendo para transformar resíduos problemáticos em energia. 🧵

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O trabalho é do GP-Tecbioam, grupo da Faculdade de Tecnologia da Ufam liderado pelo professor Douglas Castro. A ideia não é só reciclar: é usar química para converter resíduos em hidrocarbonetos, moléculas presentes nos combustíveis.

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O caminho escolhido se chama craqueamento termocatalítico. Em termos simples: calor + catalisadores quebram moléculas grandes de gordura e biomassa em compostos menores, com potencial para uso energético.

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Por que não ficar só no biodiesel? Segundo Castro, essa tecnologia já é bem consolidada no Brasil. O craqueamento abre espaço para criar catalisadores mais seletivos e gerar hidrocarbonetos diretamente a partir de fontes renováveis.

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A matéria-prima vem de passivos urbanos bem reais: óleo de fritura usado, gordura retirada de caixas de refeitórios e resíduos como caroços de açaí e tucumã. Coisa que costuma acabar em descarte irregular ou aterro.

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O tamanho do problema impressiona: 1 litro de óleo usado pode contaminar mais de mil litros de água. E, em Manaus, uma fabricante de motocicletas gera cerca de 60 toneladas anuais de gordura residual; shoppings, perto de 3 toneladas por mês.

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Tem também o caroço de açaí, um resíduo abundante na Amazônia que frequentemente vai parar em lixeiras viciadas, agravando problemas sanitários e ambientais. Transformá-lo em recurso é uma aplicação prática da economia circular.

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A parte mais interessante é essa: ciência feita numa universidade pública, olhando para resíduos locais e desafios locais. Se a tecnologia avançar de forma segura e escalável, o que hoje polui pode ajudar a descarbonizar amanhã.

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