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Em Ulaanbaatar, a restauração do solo entrou no centro da disputa climática: investimento de longo prazo ou promessa sem recurso? 🌍

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Na COP17 da UNCCD, a Índia pediu financiamento verde global previsível para restaurar terras degradadas — enquanto um pacote de US$ 1,3 bilhão para proteger pastagens do mundo foi lançado. 🌍🧵

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A cena foi em Ulaanbaatar, na Mongólia: países reunidos para discutir desertificação e secas. O tema pode parecer distante, mas começa no solo que produz comida, armazena água e sustenta comunidades inteiras.

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No diálogo ministerial, o ministro indiano Bhupender Yadav resumiu a aposta: restauração de terras não deve ser tratada como gasto. Para ele, é um investimento de alto valor — em segurança alimentar, empregos rurais e proteção climática.

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O problema, segundo a Índia, é a incerteza. Projetos de recuperação do solo levam anos, mas o dinheiro internacional muitas vezes chega pouco, tarde ou com regras difíceis. Sem recursos estáveis, quem vive em regiões secas fica com o maior risco.

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A resposta proposta foi ampliar mecanismos de financiamento verde misto: combinar recursos públicos, capital privado e instrumentos que reduzam riscos. A ideia é destravar projetos sem deixar que o interesse financeiro ignore as comunidades locais.

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O pacote de US$ 1,3 bilhão voltado às pastagens reforça a urgência. Esses ecossistemas são essenciais para rebanhos, biodiversidade e modos de vida tradicionais, mas costumam receber menos atenção do que florestas e grandes centros urbanos.

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A mensagem de Ulaanbaatar vai além de uma conferência: combater a desertificação exige dinheiro, cooperação e políticas duradouras. Quando o solo perde vida, a crise chega primeiro a quem tem menos margem para enfrentá-la.

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