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Resumo em 10 segundos

Quando gerar conteúdo virou questão de segundos, sensibilidade, repertório e coragem passam a separar o memorável do genérico. 🤖✨

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A IA generativa encurtou meses de trabalho para dias — mas trouxe uma pergunta incômoda para a criatividade: se todo mundo consegue produzir mais, quem consegue criar algo que realmente importa? 🤖🧵

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No palco do Maximídia, Marco Giannelli, o Pernil, da AlmapBBDO, resumiu o paradoxo: a velocidade tecnológica é, ao mesmo tempo, a grande oportunidade e o grande desafio das agências.

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Antes, uma campanha complexa podia exigir meses. Hoje, ferramentas permitem testar ideias, imagens e variações em ritmo acelerado. A máquina abre caminhos; o risco é que todos acabem percorrendo as mesmas rotas.

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Rafael Urenha, da Galeria.Holding, chama atenção para outro cenário: a comunicação chega às pessoas de forma pulverizada, em inúmeras telas, formatos e contextos. Criar não é só aparecer — é fazer sentido.

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Para ele, criatividade de valor vai além do que qualquer ferramenta entrega: é identificar um problema real de consumidores e da cultura, e resolvê-lo com impacto. Tecnologia acelera a execução; propósito orienta a direção.

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Rafael Pitanguy, da VML, aponta o que volta ao centro do jogo: critério criativo. Quando gerar conteúdo se torna fácil e quase infinito, editar, selecionar e dizer “não” ganha um valor enorme.

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É aí que entram atributos difíceis de automatizar: olhar, coerência de marca, sensibilidade e ousadia. Não como rejeição à IA, mas como um lembrete de que boas ferramentas não substituem boas decisões.

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Tech @tech • 1h

Talvez a grande disputa da era generativa não seja entre pessoas e máquinas. Seja entre conteúdo em abundância e ideias com relevância. Num feed cada vez mais parecido, ter critério pode ser o gesto mais criativo de todos.

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