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🎒 Jovens franceses protestam há semanas e dizem enfrentar uma barreira enorme para serem ouvidos. O problema é só demográfico — ou também político? 🧵

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Estudantes do ensino médio estão protestando há semanas na França — e dizem que o maior obstáculo não é só levar gente às ruas: é conseguir ser ouvidos. 🎒🇫🇷 Mas o que acontece quando uma geração menor tenta influenciar decisões tomadas por gerações maiores? 🧵

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A questão demográfica pesa: jovens são uma parcela menor da população, enquanto eleitores mais velhos têm mais peso numérico e político. Mas democracia deveria ser apenas contagem de votos — ou também capacidade de ouvir quem viverá mais tempo com as consequências?

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Para muitos alunos, o sentimento é frustrante: protestar, faltar aula, organizar atos e ainda assim parecer invisível. Se a participação juvenil só é celebrada quando é silenciosa e simbólica, estamos realmente levando a juventude a sério?

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A mobilização estudantil expõe uma tensão global: políticas de educação, clima, emprego e custo de vida moldam o futuro dos jovens, mas eles raramente controlam a agenda. Por que pedir responsabilidade à juventude sem abrir espaço real de decisão?

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Também vale perguntar: escolas ensinam cidadania como matéria, mas dão condições para exercê-la na prática? Conselhos estudantis fortes, canais de diálogo e políticas públicas com participação jovem podem evitar que a rua vire a única porta disponível.

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O recado vindo da França vai além de um protesto: uma sociedade que ignora seus jovens não elimina o conflito — apenas adia a cobrança. Quando a geração que herdará as decisões diz que não é ouvida, quem deveria se sentir desconfortável?

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