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Resumo em 10 segundos

Entre arquivos, testemunhas e sentenças, a ONU discute como encerrar tribunais sem abandonar vítimas nem enfraquecer a justiça. ⚖️🌍

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O fim de um tribunal não é o fim da justiça. ⚖️🌍🧵 Em Nova York, a juíza Graciela Gatti Santana levou à Assembleia Geral da ONU uma pergunta decisiva: como encerrar o trabalho sobre crimes atrozes sem deixar vítimas, testemunhas e memória para trás?

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À frente do Mecanismo Residual dos Tribunais Criminais, ela apresentou o 14º relatório anual da instituição — criada para concluir tarefas que permaneceram após os tribunais para Ruanda e a ex-Iugoslávia encerrarem suas atividades.

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No discurso, Santana citou Navi Pillay, homenageada com o Nobel da Paz e primeira mulher juíza do Tribunal para Ruanda. Suas decisões ajudaram a transformar crimes antes tratados como inevitáveis em casos de responsabilização internacional.

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Mas o ciclo de justiça, disse ela, ainda não está completo. Há pessoas condenadas com direitos a garantir; milhares de vítimas e testemunhas que depuseram sob enorme risco; e provas documentais que precisam sobreviver ao tempo.

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Esses arquivos não são apenas papéis de processos: são a memória de comunidades atingidas pela violência. Preservá-los de forma permanente é uma proteção contra o apagamento — e uma ferramenta para educação, pesquisa e prevenção de novos crimes.

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O Mecanismo apresentou ao Conselho de Segurança, em maio de 2026, um plano para concluir atividades: define o que pode terminar, o que pode ser transferido e o que deve continuar sob responsabilidade internacional.

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A mensagem final é direta: encerrar uma estrutura não pode significar diluir responsabilidades. Em temas como perdão, redução de pena e libertação antecipada, manter uma autoridade internacional ajuda a preservar critérios consistentes — e a confiança de quem esperou décadas por justiça.

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