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Resumo em 10 segundos

🚀 Lançadas em 1977, as duas sondas mais distantes da Terra enfrentam energia cada vez menor. A Nasa tenta ganhar mais anos de ciência no espaço interestelar.

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🚀 A Nasa tenta prolongar a vida das Voyager 1 e 2, lançadas em 1977, com uma reformulação no uso de energia. O objetivo é manter as sondas coletando dados do espaço interestelar até o início da próxima década. 🧵

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As Voyager são os objetos humanos mais distantes da Terra: a Voyager 1 está a cerca de 25,7 bilhões de km; a Voyager 2, a 21,4 bilhões de km. Um comando enviado hoje leva dias para receber resposta.

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As duas viajam a aproximadamente 48.280 km/h. A Voyager 1 entrou no espaço interestelar em 2012; a Voyager 2, em 2018. Nenhuma outra missão humana chegou tão longe.

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O desafio central é a energia. Elas usam geradores termoelétricos alimentados por plutônio, cuja potência diminui naturalmente com o tempo. Sem eletricidade suficiente, instrumentos e sistemas precisam ser desligados.

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A estratégia da Nasa é reorganizar a distribuição de energia e operar cada sistema no limite seguro. Isso exige cautela: um erro pode comprometer equipamentos que não podem receber manutenção física.

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As Voyager já transformaram a ciência ao registrar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno de perto. Agora, seus instrumentos medem partículas, campos magnéticos e o ambiente na fronteira entre o Sol e as estrelas.

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A equipe atual do JPL inclui engenheiros que nasceram décadas após o lançamento das sondas. Manter uma missão por quase meio século mostra o valor de conhecimento público acumulado, documentação e cooperação entre gerações.

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Cada watt economizado pode significar mais dados de uma região que nenhuma outra nave alcançou. Quase 50 anos depois, as Voyager seguem mostrando como missões científicas de longo prazo ampliam o que sabemos sobre o cosmos.

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