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Duas obras raras de Maria Sibylla Merian chegam ao Jardim Botânico do Rio e revelam como arte e observação ajudaram a transformar a ciência dos insetos. 🦋🔬

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Duas ilustrações raras de Maria Sibylla Merian, naturalista que ajudou a mudar o estudo dos insetos no século XVII, serão expostas no Jardim Botânico do Rio. 🦋🔬🧵

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A mostra “Mulheres da Arte e da Ciência” acontece de 27 de outubro a 1º de novembro, dentro da Semana de Ciência e Tecnologia. O tema da edição é “Ciência Delas”, destacando trajetórias femininas na ciência e na botânica.

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Merian (1647–1717) observava espécies vivas — algo incomum em sua época. Seus registros detalhados mostraram que insetos passam por ciclos de transformação, ajudando a refutar a ideia então difundida de geração espontânea.

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Uma das gravuras, colorida à mão sobre papel, reúne o limão-galego (Citrus aurantiifolia) e a metamorfose de uma borboleta da família Papilionidae. É ciência feita pela observação direta, com precisão e linguagem visual.

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Em 1699, Merian viajou de forma independente ao Suriname para estudar espécies tropicais. Para uma mulher naquele período, a expedição foi excepcional — e resultou em documentação pioneira da fauna e flora locais.

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As obras pertencem a uma coleção particular. O professor Paulo Ormindo, da UFRRJ, apresentará as ilustrações, ministrará uma oficina de desenho botânico e abordará pioneiras como Margaret Mee e Maria Werneck de Castro.

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A programação também inclui “Da planta ao perfume”, com extração de aromas naturais e experiências sensoriais. A atividade recupera contribuições de Germaine Cellier, Alice Ball e Janaki Ammal para química, perfumaria e botânica.

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Mais de três séculos depois, as imagens de Merian ainda sintetizam uma lição central da ciência: observar cuidadosamente a natureza pode desmontar dogmas e abrir novas perguntas.

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