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Aos 85 anos, a jurista sul-africana Navi Pillay recebe o Nobel da Paz por uma vida dedicada aos direitos humanos e ao direito internacional. 🕊️

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Navi Pillay, jurista sul-africana de 85 anos, recebeu o Nobel da Paz de 2026 🕊️🧵 A escolha celebra sua trajetória na defesa dos direitos humanos — e soa como um recado num momento em que tribunais internacionais enfrentam fortes pressões.

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A história de Pillay começa longe dos grandes palcos diplomáticos: nascida na África do Sul do apartheid, ela construiu uma carreira dedicada à ideia de que vítimas de violência, guerra e perseguição também merecem ser ouvidas pela Justiça.

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Ela foi juíza do Tribunal Penal Internacional entre 2003 e 2008 e depois comandou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. Hoje, atua como juíza ad hoc na Corte Internacional de Justiça — instituições diferentes, com funções distintas.

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Ao anunciar o prêmio, o Comitê Nobel foi direto: homenagear Pillay é defender a paz e o direito internacional. Para o comitê, o mundo vive uma guinada perigosa, em que a política de força tenta substituir regras, fatos e responsabilização.

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Esse embate não é abstrato. O TPI foi alvo de sanções dos EUA após emitir, em 2024, um mandado de prisão contra o premiê israelense Benjamin Netanyahu. A corte afirmou que as medidas buscavam prejudicar seu trabalho independente.

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Pillay também presidiu a comissão da ONU que concluiu que ações de Israel em Gaza configuraram genocídio — acusação rejeitada por Israel. E, na CIJ, julga o caso sobre a perseguição aos Rohingya em Myanmar. O Nobel ilumina quem busca justiça quando ela parece mais distante.

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