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Resumo em 10 segundos

Uma tragédia climática pode custar quase 10% da economia nepalesa. O impacto vai muito além das estradas destruídas. 🌊🏔️

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O Nepal pode precisar de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões para se reconstruir após as inundações no Himalaia — quase 1/10 de toda a economia do país. 🌊🏔️🧵 Como um país dependente de turismo, remessas e hidrelétricas absorve uma conta dessas?

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A tragédia começou com o colapso de uma geleira, que lançou rochas, gelo, lama e detritos pelos rios da região. Mais de 600 pessoas morreram no Nepal e no Tibete; outras 2 mil seguem desaparecidas. Mas o choque humanitário rapidamente vira choque econômico.

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Pontes, estradas e cidades foram arrasadas. E há um ponto que pesa no caixa nacional: projetos hidrelétricos danificados representam mais de 12% da capacidade instalada do Nepal. Se a energia falha, que indústria, comércio ou serviço consegue se recuperar no ritmo necessário?

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O ministro das Finanças, Swarnim Wagle, estima um custo menor que os US$ 9 bilhões mobilizados após o terremoto de 2015. Mas por quê? A avaliação de perdas ainda está em curso — e estimativas iniciais em desastres costumam capturar só a parte visível da destruição.

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A questão não é apenas reconstruir pontes: é decidir quais pontes reconstruir, onde instalar moradias e como proteger comunidades vulneráveis. Faz sentido refazer infraestrutura no mesmo padrão, em áreas expostas a eventos climáticos cada vez mais frequentes?

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Para o Nepal, US$ 5 bilhões não são apenas um número: equivalem a anos de investimentos públicos, crédito externo e escolhas difíceis. Quando um desastre consome quase 10% da economia, reconstruir não é voltar ao normal — é decidir se o próximo desastre terá a mesma conta.

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