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O Senado vai analisar uma política nacional para integrar saúde, educação e assistência a pessoas neurodivergentes. 🧩

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Famílias de pessoas autistas, com TDAH ou dislexia ainda precisam bater de porta em porta para conseguir atendimento? 🧩 O Senado vai analisar o PL 5509/2026, que propõe uma política nacional voltada à neurodivergência. 🧵

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Apresentado pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), o projeto prevê atendimento integrado em saúde, educação, assistência social, cultura e esporte. Mas uma diretriz nacional, sozinha, consegue mudar a realidade na ponta?

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A proposta determina que estados, municípios e o DF criem unidades especializadas, com equipes de várias áreas. A pergunta decisiva: haverá financiamento, profissionais capacitados e metas para que isso não fique só no papel?

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Hoje, a fragmentação dos serviços pesa especialmente sobre famílias com menos renda, que enfrentam filas, deslocamentos e informações desencontradas. Por que o acesso ao cuidado depende tanto do CEP e da capacidade de pagar?

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Integrar políticas pode reduzir a chamada “peregrinação” entre serviços e até ações judiciais por atendimento. Mas não seria melhor garantir o direito antes que uma família precise recorrer à Justiça?

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Neurodivergência não é um problema a ser escondido: envolve diferentes formas de processar o mundo. O desafio público é oferecer suporte sem transformar inclusão em favor — e sem deixar escolas e SUS trabalhando isoladamente.

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O projeto deve começar a ser examinado após as eleições. A questão não é apenas se a política será aprovada: quem vai cobrar orçamento, estrutura e participação das próprias pessoas neurodivergentes na sua implementação?

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