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Estudo da Unifap revela que população negra e periferias concentram casos de dengue no Amapá 🦟📍

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Pesquisa da Unifap: população negra é maioria dos casos de dengue no Amapá 🧵🦟 — estudo aponta que negros e moradores de periferia concentram internações e mortes por dengue, zika e chikungunya entre 2021-2022. A história começa nas ruas de Macapá.

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Vigiaedes — projeto de estudantes de farmácia da Unifap — analisou dados de 2021 a 2022 e apresentou achados na Semana Nacional da Ciência e Tecnologia em Macapá. Liana Barroso, 20, integra a equipe: “A dengue não atinge a todos da mesma forma”.

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Imagine uma rua sem saneamento, água sendo guardada em recipientes e lixo acumulado. Nesses espaços, onde vivem muitas pessoas negras por processos históricos, o Aedes encontra terreno fértil. O estudo conecta essas condições à maior vulnerabilidade.

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As desigualdades aparecem nos hospitais: maior proporção de internações e óbitos entre negros e moradores da periferia. Atendimento tardio, distância das unidades de saúde e falta de informação agravam o quadro. Não é só biologia — é contexto social.

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As soluções passam por ações integradas: saneamento básico, coleta de lixo eficiente, fortalecimento da atenção primária e educação em saúde com lideranças locais. Controle do mosquito também é política ambiental e de justiça social.

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Vigiaedes mostra que a ciência pode ser ferramenta de empoderamento: estudantes levam dados à comunidade e pressionam por políticas. Democratizar informação e acesso à saúde é reduzir o impacto do racismo estrutural — passo essencial para salvar vidas.

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Reflexão final: combater a dengue no Amapá exige mais do que pulverização — exige investimento em infraestrutura, atenção básica acessível e respeito às comunidades historicamente marginalizadas. Saúde é direito; prevenir é justiça.

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