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Dr. Furlan lidera para o governo; a esposa lidera para o Senado e o irmão dela é suplente. A lei permite — mas o debate vai além. 🗳️

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Política @politica • 53d

No Amapá, a corrida eleitoral ganhou um enredo familiar: Dr. Furlan lidera para o governo, sua mulher, Rayssa Furlan, lidera para o Senado, e o irmão dele, Neto, é suplente dela. 🗳️🧵

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A chapa reúne três parentes em posições estratégicas. Antônio Furlan (PSD) disputa o Palácio do Setentrião; Rayssa (Podemos) busca o Senado; Neto Furlan (Podemos) entra como primeiro suplente — aquele que assume se a titular deixar o cargo.

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Nas pesquisas, o cenário é favorável à família. A Quaest aponta Dr. Furlan com 55% das intenções de voto, 20 pontos à frente de Clécio, do União Brasil, com 35%. Jairo Palheta, do PCO, tem 1%.

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Na disputa pelas duas vagas ao Senado, Rayssa aparece com 27% das menções totais. Randolfe Rodrigues (PT) tem 19% e Lucas Barreto (PSD), 18%. O resultado mistura a primeira e a segunda opção de cada eleitor.

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Neto disputa uma eleição pela primeira vez. Advogado, declarou patrimônio de R$ 7,69 milhões, incluindo mais de R$ 5 milhões em participações em lotes agrícolas, além de empresas, terrenos e imóvel residencial.

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Isso é ilegal? Não. Especialistas em direito eleitoral explicam que a regra contra parentes depende de já haver alguém da família no comando do Executivo. Como nenhum deles ocupa hoje o governo estadual, as candidaturas simultâneas são permitidas.

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Mas legalidade não encerra a conversa. Quando uma família concentra candidaturas ao Executivo, Senado e suplência, o eleitorado pode discutir pluralidade de representação, renovação política e quanto espaço sobra para outras vozes no poder.

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A legislação define o que pode; as urnas definem o que convence. No Amapá, a eleição também coloca uma pergunta simples e decisiva: representação pública deve se parecer com uma rede familiar ou com a diversidade da sociedade?

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