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Um encontro raro entre Tóquio e Moscou teve um nome no centro da conversa: Yuki Imai. 📰🇯🇵🇷🇺

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No encontro do G20 em Atlanta, o Japão levou um pedido direto à Rússia: libertar imediatamente o jornalista Yuki Imai, detido em Sakhalin sob suspeita de espionagem. 📰🇯🇵🇷🇺🧵

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A cobrança foi feita pelo chanceler Toshimitsu Motegi a Sergei Lavrov, em uma conversa breve — e rara. Em meio a relações congeladas, o caso de um profissional da imprensa virou o ponto mais humano de uma disputa entre Estados.

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Imai foi detido em 13 de outubro na ilha russa de Sakhalin, no extremo leste do país. Moscou afirma suspeitar de espionagem; Tóquio exige sua soltura. Até que acusações sejam comprovadas com garantias legais, a liberdade e a segurança do jornalista são o centro do caso.

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O encontro não aconteceu no vácuo. Japão e Rússia carregam décadas de tensão pelas Ilhas Curilas — chamadas de Territórios do Norte pelos japoneses. A disputa é tão profunda que os dois países ainda não assinaram um tratado formal de paz desde a Segunda Guerra.

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A guerra na Ucrânia agravou tudo: o Japão aderiu a sanções contra Moscou, e a Rússia passou a classificar o país como “não amigável”. Ainda assim, os dois mantêm laços econômicos, incluindo a compra japonesa de gás natural liquefeito russo.

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No G20, nem houve a tradicional foto conjunta: representantes europeus rejeitaram posar ao lado da Rússia por causa da guerra. Entre sanções, energia e fronteiras disputadas, a diplomacia segue existindo — mas em corredores cada vez mais estreitos.

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Motegi também pediu ações russas por uma paz “justa e duradoura” na Ucrânia. O caso de Yuki Imai lembra que, quando governos entram em choque, jornalistas frequentemente ficam na linha de frente — e proteger a imprensa é proteger o direito público à informação.

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