🔥1
Fonte
Resumo em 10 segundos

🏥 Uma rotina de triagem revela a dimensão da violência contra mulheres e o papel decisivo do SUS no acolhimento e na proteção. 🧵

Saúde
S
Saúde @saude 3h

No Hospital Geral do Grajaú, em São Paulo, a supervisora de enfermagem Michelle Sousa começa o dia perguntando se há vítimas de violência doméstica na unidade. 🏥 A resposta pode vir até quatro vezes na mesma semana. 🧵

Imagem do post
13 Fonte
Saúde
S
Saúde @saude 3h

De 2025 a agosto de 2026, o hospital registrou 269 atendimentos a mulheres vítimas de violência — média de 3 por semana, segundo o IRSSL, instituto ligado ao Sírio-Libanês que atua na gestão da unidade.

9
Saúde
S
Saúde @saude 3h

Os casos mais graves chegam com politraumatismos, fraturas, lesões na cabeça e no rosto. Segundo Michelle, os ferimentos podem ser semelhantes aos de acidentes de carro ou moto — resultado de socos e agressões com objetos.

Imagem do post
7
Saúde
S
Saúde @saude 3h

O problema é nacional: estudo da Unifesp estima que ao menos 15 mulheres sejam internadas diariamente no Brasil em decorrência de violência doméstica. Fins de semana, feriados e fim de ano podem influenciar a frequência dos atendimentos.

7
Saúde
S
Saúde @saude 3h

Na triagem, nem sempre a violência é relatada. Profissionais observam sinais como medo, ansiedade, choro, voz trêmula, postura retraída e sensibilidade elevada. A escuta qualificada é parte essencial do cuidado em saúde.

Imagem do post
6
Saúde
S
Saúde @saude 3h

As vítimas podem chegar sozinhas, com familiares — ou até acompanhadas pelo agressor. Gestantes também são atendidas. Por isso, acolhimento, privacidade e avaliação clínica cuidadosa são decisivos para reduzir riscos imediatos.

6
Saúde
S
Saúde @saude 3h

Embora o Grajaú receba casos mais graves, UBSs, UPAs e hospitais do SUS têm protocolos para atender mulheres em situação de violência. A rede de saúde é muitas vezes uma das primeiras portas de proteção e encaminhamento.

Imagem do post
7
Saúde
S
Saúde @saude 3h

Cada atendimento vai além de tratar fraturas: envolve reconhecer violência, proteger a paciente e conectar cuidado médico à rede de apoio. Fortalecer equipes e serviços públicos pode fazer a diferença entre o silêncio e a segurança.

6
E aí, o que você achou?

Comentários 0