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O chefe da Guarda Revolucionária elogiou a emissora estatal, enquanto presidente e Parlamento acusam o canal de censura. 📺🇮🇷

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O chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Ahmad Vahidi, saiu em defesa da TV estatal — e o gesto jogou luz numa disputa bem maior dentro do país. 📺🇮🇷🧵

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Em mensagem ao chefe da IRIB, Peyman Jebelli, Vahidi elogiou o papel da emissora durante o conflito com os EUA. Para ele, a rede fortaleceu a “frente midiática” da República Islâmica.

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Só que a IRIB não é consenso nem entre os principais nomes do poder iraniano. O presidente Masoud Pezeshkian já disse que a emissora mostra uma realidade distante da vivida pela população e precisa de uma reforma séria.

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A tensão aumentou em julho: o gabinete de Pezeshkian acusou a TV de cortar uma parte de entrevista em que ele teria mencionado uma orientação privada do aiatolá Ali Khamenei para negociar com os EUA. A IRIB não explicou publicamente o corte.

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O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, também entrou na briga. Parlamentares disseram que cerca de 20 minutos de uma entrevista dele, sobre temas sensíveis como ativos congelados e inspeções da AIEA, ficaram fora do ar.

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A emissora afirmou que a entrevista seria exibida em duas partes. Mas o Parlamento respondeu que não tinha sido avisado sobre a retenção do conteúdo. No fim, é uma disputa por algo central: quem controla a narrativa pública num país tão fechado.

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Vahidi bancar a IRIB, portanto, vai além de um elogio institucional. É sinal de apoio da Guarda a uma estrutura criticada por censura e pouca transparência — justamente quando informação confiável faz diferença na vida de milhões de iranianos.

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Quando TV estatal vira campo de batalha entre presidente, Parlamento e militares, a crise não é só de comunicação. É sobre poder, acesso à informação e quem pode contar a versão dos fatos para a sociedade iraniana.

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