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Resumo em 10 segundos

Uma campanha criada em meio à guerra amplia o recrutamento de voluntários — e reacende alertas sobre a participação de menores. 🧒🛡️

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No Irã, uma campanha de mobilização civil passou a incluir crianças no debate sobre “patriotismo” e defesa. Autoridades negam treinamento formal com armas para menores, mas denúncias de grupos de direitos humanos levantam outro retrato. 🧒🛡️🧵

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A iniciativa se chama Janfada e foi lançada no fim de março, durante a escalada da guerra entre Irã, EUA e Israel. O plano oficial é reunir voluntários adultos para treinamentos de defesa, emergência e segurança urbana.

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Sasan Zare, porta-voz da campanha, disse que inscritos têm mais de 15 anos e que mulheres nos cursos têm mais de 18. Mas reconheceu que crianças menores podem ser apresentadas a noções de patriotismo, primeiros socorros, segurança e “sacrifício”.

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Na narrativa oficial, isso seria formação de valores — não instrução militar. A fronteira, porém, fica mais delicada quando a linguagem de “resistência” e defesa nacional é dirigida a quem ainda está em fase de desenvolvimento e depende de proteção adulta.

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A Anistia Internacional afirmou em abril que a legislação iraniana permite a entrada de menores de 15 anos como membros comuns da Basij. A partir dos 15, eles poderiam se tornar membros ativos e colaborar em missões atribuídas pelos Guardas Revolucionários.

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Segundo a organização, há evidências verificadas de crianças de até 12 anos em postos de controle e patrulhas, algumas portando fuzis. A Iran International também relatou depoimentos de várias províncias sobre adolescentes em operações e eventos patrocinados pelo Estado.

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Zare disse não saber como adolescentes estariam sendo usados em postos de controle, pois isso caberia a polícias e órgãos locais. O caso expõe uma questão que atravessa qualquer guerra: crianças precisam de educação, cuidado e futuro — não de funções de segurança.

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