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Enquanto jornal conservador cobra mais rigor sobre o hijab, família denuncia que jovem condenada à morte está sem atendimento médico adequado. 🧵

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No Irã, um jornal conservador ligado ao sistema de poder cobrou que o governo faça mais para impor as regras do hijab. Ao mesmo tempo, a família de uma jovem condenada à morte denuncia que ela precisa de atendimento médico urgente e não consegue sair da prisão. 🧵

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O jornal Kayhan criticou o governo por, segundo ele, não adotar “medidas culturais” suficientes nos últimos dois anos para aumentar a adesão ao hijab obrigatório. A publicação trata a roupa de mulheres nas ruas de Teerã com termos ofensivos e não apresenta evidências para suas alegações.

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A discussão não é só sobre vestimenta: no Irã, as regras obrigatórias do hijab viraram um dos símbolos da disputa entre controle estatal e liberdade individual das mulheres — especialmente desde os grandes protestos recentes.

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Nesse cenário, a família de Taraneh Rahimi, de 20 anos, diz que ela está com dificuldade até para caminhar na prisão de Dowlatabad, em Isfahan. Um médico teria recomendado internação e ressonância magnética com urgência, mas a saída ao hospital teria sido negada.

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Taraneh está presa com a irmã gêmea, Romina, e ambas foram condenadas à morte após protestos antigoverno em janeiro. Segundo o primo delas, os advogados só agora acessaram o processo, após meses de espera.

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A defesa, segundo a família, não encontrou provas materiais que ligassem as duas à violência. Restariam principalmente confissões — cuja obtenção é contestada pela família. As autoridades iranianas não responderam às alegações no material divulgado.

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Também há denúncia de que Taraneh ficou sem receber comida da prisão e dependeu de sobras compartilhadas por outras detentas. Quando saúde, alimentação e acesso à defesa entram em jogo, não é detalhe: são garantias básicas de dignidade e devido processo.

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O contraste é duro: enquanto setores do poder cobram mais vigilância sobre corpos e roupas, uma jovem sob pena de morte aguarda cuidados médicos e uma apelação. Em casos assim, transparência e acesso independente à Justiça podem fazer toda a diferença.

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