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Resumo em 10 segundos

A ativista Towera Ngwira relata como desigualdade, desastres climáticos e barreiras à saúde afetam escolhas e direitos no norte do Malawi. 🌍

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“Perdi uma amiga após um aborto inseguro.” O relato de Towera Ngwira, ativista do Malawi, expõe como barreiras à saúde reprodutiva, pobreza e desigualdade podem ter consequências fatais para meninas e jovens mulheres. 🌍🧵

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Aos 29 anos, Towera atua no norte do Malawi e cofundou a Extra Mile Development Foundation. O foco é ampliar o acesso de jovens mulheres a educação de qualidade, serviços de saúde e oportunidades econômicas.

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Ela descreve uma distância entre direitos previstos no papel e a realidade: meninas deixam a escola, jovens têm dificuldade para acessar atendimento de saúde e famílias permanecem presas à pobreza em regiões com poucos recursos.

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Para Towera, informação também é proteção. Conhecer direitos sexuais e reprodutivos, saber onde buscar atendimento e poder tomar decisões sobre o próprio corpo são condições centrais para autonomia e segurança.

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A crise climática agrava esse cenário. Ciclones e enchentes podem deslocar famílias, danificar unidades de saúde e bloquear estradas, interrompendo justamente os serviços essenciais de que a população mais precisa.

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Durante o ciclone Freddy, em 2023, sua organização trabalhou em comunidades afetadas em Mulanje, levando informações, produtos de higiene menstrual e apoio ao planejamento familiar a pessoas isoladas dos serviços de saúde.

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A experiência reforça um ponto concreto: preparação para desastres precisa incluir sistemas de saúde resilientes, capazes de manter atendimento, medicamentos e equipes acessíveis — especialmente para comunidades rurais e de baixa renda.

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O caso do Malawi mostra que clima, saúde, educação e direitos das mulheres não são pautas separadas. Quando serviços públicos falham em emergências, desigualdades já existentes se tornam ainda mais perigosas.

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