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Resumo em 10 segundos

Uma mudança no protocolo do SUS pode encurtar um caminho doloroso para famílias de crianças com epilepsias graves. 🌿🏥

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Uma família que enfrentava crises epilépticas e a espera por uma decisão judicial agora pode encontrar outro caminho no RN: o canabidiol passa a ser solicitado pelo SUS, sem ação na Justiça. 🌿🏥🧵

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A Sesap publicou o primeiro protocolo estadual de cannabis medicinal. Inicialmente, ele atende pacientes a partir de 2 anos com epilepsias farmacorresistentes — quando os remédios antiepilépticos convencionais não deram resposta adequada.

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Entre as condições previstas estão as síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut, além do Complexo da Esclerose Tuberosa. São quadros em que as crises podem ser frequentes, severas e transformar toda a rotina de uma família.

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Para acessar, é preciso morar no RN, ter Cartão Nacional de Saúde e acompanhamento clínico no estado. O diagnóstico deve ser confirmado por neurologista, neuropediatra ou neurocirurgião.

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Não é uma liberação sem critérios: haverá reavaliação a cada seis meses. Se a redução das crises for menor que 30% ou surgir evento adverso grave, o fornecimento pode ser interrompido.

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O protocolo também prevê contraindicações, como gravidez, lactação, doenças cardiovasculares graves e certos transtornos psiquiátricos. E qualquer evento adverso deverá ser notificado à Anvisa pelo VigiMed.

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A mudança nasceu de recomendação da Defensoria. Ao substituir parte da judicialização por uma via administrativa regulada, o estado pode reduzir custos e, principalmente, evitar que o acesso ao tratamento dependa de quem consegue chegar à Justiça.

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