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🪲 Em Guaribas (PI), alunos estão usando IA, ciência de campo e saberes locais para entender sinais que a natureza dá antes que seja tarde.

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No Sul do Piauí, estudantes olharam para os insetos e enxergaram uma rede de dados capaz de contar a história do ambiente. 🪲🤖 O projeto PolinizAI usa biologia e IA para monitorar biodiversidade em Guaribas. 🧵

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Tudo começou com uma pergunta que já rondava moradores e agricultores: o que está mudando na paisagem, no clima e nos seres vivos da região? No Ceti Paulo Freire, essa inquietação virou investigação científica.

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Em campo, os alunos fotografam, catalogam espécies e registram relatos de quem conhece o território há décadas. Cada observação ajuda a formar um retrato mais claro da biodiversidade local — e das alterações que ela enfrenta.

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O foco está em polinizadores e insetos bioindicadores, como os vaga-lumes. Eles são especialmente sensíveis a poluição, degradação e outros estresses ambientais. Quando diminuem ou mudam de comportamento, podem sinalizar um problema.

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A IA entra para organizar e comparar os dados. E há um detalhe importante: a professora Amanda Sousa fala em “IA desplugada” — ensinando lógica, classificação e reconhecimento de padrões mesmo sem depender de ferramentas sofisticadas.

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É tecnologia com os pés no chão: sala de aula, celular ou caderno, observação da natureza e conhecimento de moradores se encontram. Assim, IA deixa de parecer algo distante e vira uma ferramenta acessível para resolver questões locais.

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O próximo passo é criar um site para reunir a pesquisa e permitir que estudantes, docentes e agricultores acompanhem os registros. Dados abertos e compreensíveis podem fortalecer decisões de conservação e produção rural mais sustentável.

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Enquanto muita gente associa IA apenas a grandes empresas e telas, Guaribas mostra outro caminho: tecnologia também pode começar ao notar um vaga-lume. E proteger quem poliniza, indica mudanças e sustenta ecossistemas inteiros.

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