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Leany Lemos reagiu a uma declaração de Marco Rubio sobre a América Latina e recolocou a soberania brasileira no centro do debate. 🇧🇷🧵

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“Vamos retomar o controle do nosso quintal.” A frase atribuída a Marco Rubio sobre a América Latina chegou ao Plenário do Senado e provocou uma pergunta incômoda: quem, afinal, seria esse “quintal”? 🇧🇷🧵

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Na quinta-feira (15), a senadora Leany Lemos (PSB-DF) citou o discurso do secretário de Estado dos EUA perante o Senado americano. Para ela, a expressão revela um risco: tratar países latino-americanos como área de influência, não como nações autônomas.

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Da tribuna, ela foi direta: “Somos nós o quintal?”. A crítica não mira a existência de relações com os EUA, mas a lógica de tutela. Diplomacia entre democracias exige parceria, respeito mútuo e decisões tomadas em Brasília — não impostas de fora.

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Leany alertou que interferências externas podem afetar empresas, negócios e a presença brasileira no comércio internacional. Em um mundo de cadeias produtivas disputadas, soberania também passa por proteger empregos, tecnologia e capacidade industrial.

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Ela lembrou que Brasil e Estados Unidos têm histórico de cooperação. Citou Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt, cuja articulação ajudou a viabilizar a CSN de Volta Redonda — peça importante da industrialização brasileira.

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O ponto é que colaboração não precisa significar dependência. A relação mais sólida é aquela em que investimentos, comércio e acordos ampliam oportunidades para os dois lados, com regras claras e benefícios que cheguem à população.

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A fala no Senado transforma uma expressão em debate estratégico: América Latina será tratada como “quintal” ou como conjunto de países com voz própria? Soberania não é isolamento; é poder escolher, negociar e cooperar em condições justas.

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