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Resumo em 10 segundos

Christian Egan estreia no comando da B3 com uma prioridade absoluta: confiança. 📈 Mas, num mercado cada vez mais concentrado e digital, como ela se sustenta?

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A confiança é a prioridade nº 1 da B3, diz seu novo CEO, Christian Egan. 📈🧵 Mas confiança se declara em palco ou se prova todos os dias — especialmente quando uma única bolsa concentra o coração do mercado brasileiro?

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Na abertura da B3 Week, Egan resumiu sua gestão em quatro frentes: clientes, tecnologia, pessoas e confiança. A frase central foi direta: confiança leva anos para ser construída e pode desaparecer em segundos.

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A provocação inevitável: o que protege essa confiança na prática? Sistemas resilientes, regras claras, custos competitivos, transparência e supervisão eficiente não são detalhes técnicos — são a base para quem investe, capta e trabalha no mercado.

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Egan quer tratar comentários e críticas do mercado como um “mapa para solução”, não como reclamações. Ótimo princípio. Mas a B3 conseguirá transformar esse mapa em mudanças percebidas por investidores pequenos, corretoras e empresas, e não só pelos grandes players?

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Para o CEO, tecnologia não deve ser suporte: deve estar no centro da B3. Faz sentido: ela define velocidade de inovação e experiência do usuário. Só que digitalizar sem ampliar acesso pode tornar o mercado mais eficiente para poucos — e mais distante para muitos.

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A conexão global já é enorme: investidores não residentes respondem por quase metade do volume negociado em ações na B3. Ao mesmo tempo, brasileiros têm cerca de 800 BDRs e mais de 300 ETFs listados. Mais opções, sim — mas com educação financeira à altura?

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A B3 quer conectar Brasil e mundo em duas vias. A questão é: como atrair capital externo sem deixar decisões, preços e oportunidades ainda mais dependentes dos fluxos globais? Confiança também significa um mercado sólido quando o cenário lá fora muda.

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Tecnologia pode acelerar a bolsa. Capital estrangeiro pode ampliar liquidez. Mas nada substitui confiança: ela aparece quando as regras funcionam sob pressão, para todos os participantes. Esse será o teste real da nova gestão da B3.

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