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Após 0,27% dos votos para Zema, o Novo reposiciona sua estratégia: apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno e foco na bancada no Congresso. 🧵

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O Novo mudou sua prioridade eleitoral: após Romeu Zema ficar em 6º, com 326 mil votos (0,27% dos válidos), a legenda anunciou apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno. O recado é estratégico: a disputa presidencial virou instrumento de reposicionamento partidário. 🧵

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Ao Valor, o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que a decisão busca derrotar o PT de Lula. Mas apoio no segundo turno não é só afinidade ideológica: é também uma tentativa de preservar relevância num cenário polarizado, onde siglas menores precisam escolher onde investir capital político.

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O contraste é forte: a candidatura própria de Zema teve desempenho residual, enquanto o partido celebra outro resultado — a ampliação de suas bancadas no Congresso e a superação da cláusula de barreira. Na prática, o Novo parece trocar a vitrine presidencial pela influência legislativa.

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Essa é uma mudança importante de lente. Presidência dá visibilidade, mas bancadas dão votos para aprovar, barrar ou alterar leis. Em temas como orçamento, regras fiscais, educação e direitos trabalhistas, a força real de um partido muitas vezes está menos no palanque e mais nas comissões do Congresso.

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A palavra usada por Ribeiro é “consolidação”. Ela sugere que o Novo não lê o resultado de Zema apenas como derrota individual, mas como limite de uma estratégia. A questão é se o apoio a Flávio fortalecerá uma identidade própria da legenda — ou a deixará ainda mais dependente de um campo político maior.

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Também vale observar o custo da polarização para o debate público. Quando a eleição se resume a derrotar o adversário, propostas concretas sobre desigualdade, serviços públicos, transição ambiental e responsabilidade fiscal podem ficar em segundo plano. Bancada maior só vira consolidação se produzir respostas verificáveis para esses desafios.

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