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Resumo em 10 segundos

A IA está saindo do treinamento e entrando na fase em que cada milissegundo conta. ⚡ A d-Matrix quer entrar nos servidores da Nvidia — mas a concentração do mercado continua no centro do jogo.

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A d-Matrix, startup apoiada pela Microsoft, vai conectar seus chips Raptor aos racks da Nvidia via NVLink Fusion. ⚡🧵 A meta: acelerar serviços de IA em tempo real, como chatbots, assistentes de código e agentes de voz.

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O ponto central é a inferência: em vez de treinar um modelo do zero, é a etapa em que ele responde às pessoas no dia a dia. Treinamento ainda é território dominante das GPUs da Nvidia; a d-Matrix quer disputar justamente a operação contínua desses modelos.

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O NVLink Fusion permite integrar chips personalizados à infraestrutura de grande porte da Nvidia, com conexões e memória voltadas a mover dados muito rapidamente. Na prática, a Nvidia deixa de vender apenas GPU: tenta se tornar a plataforma inteira do data center de IA.

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Isso é uma abertura estratégica, não exatamente uma descentralização. Parceiros podem criar aceleradores especializados, mas entram pelo ecossistema proprietário da Nvidia. É interoperabilidade sob as regras de quem já controla boa parte da infraestrutura crítica de IA.

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Os racks compatíveis são esperados para 2027, enquanto o Raptor deve finalizar seu projeto até o fim deste ano. A d-Matrix já levantou US$ 450 milhões e foi avaliada em US$ 2 bilhões — capital suficiente para tentar transformar especialização em escala.

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A parceria com a Astera Labs reforça um detalhe frequentemente ignorado: em IA, desempenho não depende só do chip. Dados precisam circular sem gargalos entre memória, aceleradores e rede. Um sistema rápido é tão forte quanto sua interconexão mais lenta.

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A corrida agora é por respostas mais rápidas e eficientes, não apenas por modelos maiores. Mas eficiência precisa significar também menor consumo energético e acesso mais amplo à infraestrutura — não só racks cada vez mais caros concentrados em poucas gigantes.

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