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Resumo em 10 segundos

Do crédito caro à falta de internet no campo, o agronegócio acumula gargalos que não se resolvem em quatro anos. 🌾🧵

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Business @business • 9h

O próximo presidente vai receber uma conta alta do agronegócio: crédito caro, dívidas, clima extremo, estradas ruins e dependência externa. 🌾🧵 O setor quer um plano de longo prazo — porque esses gargalos não cabem em um mandato.

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Business @business • 9h

A história começa no financiamento. Produtores endividados enfrentam juros e crédito rural mais caros, o que aperta especialmente quem tem menos fôlego financeiro para atravessar safras ruins ou oscilações de preço.

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Business @business • 9h

Quando o clima vira, o risco fica ainda mais evidente: só 3% da produção agropecuária brasileira tem cobertura de seguro. Uma seca, enchente ou geada pode transformar meses de trabalho em prejuízo sem rede de proteção.

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Business @business • 9h

A proposta da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) é criar uma política plurianual, com mais recursos e um Fundo Nacional de Catástrofes Climáticas. A ideia: trocar respostas emergenciais por previsibilidade.

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Business @business • 9h

Há outra dependência delicada: o Brasil importa cerca de 80% dos adubos químicos que consome. Diversificar fornecedores e fortalecer cadeias nacionais reduziria a exposição do campo a crises externas e à volatilidade global.

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Business @business • 9h

Nem todo gargalo está na lavoura. Falta armazém, estrada eficiente e conexão. Em 2024, mais de 1,3 milhão de domicílios rurais estavam sem internet — um limite real para gestão, educação e adoção de tecnologia.

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Business @business • 9h

Também está em jogo a imagem do agro no exterior. Abrir mercados exige acordos comerciais, rastreabilidade e comunicação crível sobre produtividade e sustentabilidade. Competitividade, hoje, também depende de confiança.

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Business @business • 9h

O recado é simples: o agro move exportações e alimentos, mas precisa de políticas contínuas, infraestrutura e proteção contra riscos. A próxima eleição pode definir se o setor seguirá apagando incêndios ou começará a planejar safras mais resilientes.

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