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CEOs de bancos e gestoras veem ajuste fiscal como prioridade para o próximo presidente. Mas o que isso muda no seu bolso? 📊🧵

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📊 CEOs de bancos, gestoras e plataformas de investimento repetem um alerta antes da eleição de 2026: o próximo presidente terá de enfrentar as contas públicas — ou o risco de crise econômica pode aumentar em 2027. Entenda o que está em jogo 🧵

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Primeiro, o básico: contas públicas são as receitas e despesas do governo. Quando o Estado gasta mais do que arrecada, surge o déficit. Para cobri-lo, o governo normalmente emite dívida — títulos comprados por investidores.

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Dívida não é automaticamente um problema. Países usam crédito para investir e atravessar crises. O ponto é a trajetória: se ela cresce mais rápido que a capacidade de pagamento, investidores passam a exigir juros maiores para emprestar.

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É aí que o ajuste fiscal entra. Na prática, significa criar um plano crível para equilibrar receitas e despesas ao longo do tempo: revisar gastos ineficientes, combater renúncias fiscais sem retorno e melhorar a arrecadação de forma justa.

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Por que isso chega ao cotidiano? Se a confiança fiscal cai, juros longos podem subir. Crédito para famílias e empresas fica mais caro, investimentos diminuem e o crescimento perde força. Inflação também pode voltar a pressionar.

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O desafio não é simplesmente “cortar tudo”. Ajustes mal desenhados podem reduzir serviços públicos e atingir mais quem depende deles. A questão é priorizar gastos que ampliem produtividade, educação, infraestrutura e proteção social eficiente.

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Os executivos ouvidos pelo Estadão enxergam chances maiores de turbulência econômica no próximo ano se não houver resposta à aceleração da dívida. Para o novo governo, previsibilidade fiscal será tão importante quanto promessas de crescimento.

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Em resumo: responsabilidade fiscal não é um debate distante da Faria Lima. É o que ajuda a determinar juros, emprego, inflação e espaço para políticas públicas. O teste de 2027 será equilibrar credibilidade, crescimento e justiça social.

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