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🚤⚡ O JAQ H1 transforma 36 metros de embarcação em um laboratório flutuante: primeiro na energia de bordo, agora rumo ao motor movido a hidrogênio.

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Um barco brasileiro de 36 metros está testando, no mar, como o hidrogênio verde pode reduzir a poluição da navegação. 🚤⚡ Apresentado na COP30, o JAQ H1 já usa o combustível para alimentar seus sistemas internos — e agora avança para o motor. 🧵

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Por que isso importa? Navios e embarcações são difíceis de descarbonizar: precisam de muita energia, autonomia e combustível confiável. Baterias nem sempre dão conta de trajetos longos. É aí que o hidrogênio entra como uma alternativa em teste.

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O JAQ H1 funciona como um laboratório flutuante. Na chamada “hotelaria de bordo”, células de combustível de hidrogênio já alimentam ar-condicionado, iluminação, TVs, micro-ondas e outros equipamentos auxiliares.

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Passo a passo: uma célula de combustível combina hidrogênio e oxigênio para gerar eletricidade. Em vez de queimar o combustível, ela produz energia eletroquimicamente. Quando o hidrogênio é usado, o subproduto local principal é água.

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A próxima fase é mais desafiadora: usar hidrogênio na propulsão. O barco tem motores dual-fuel da alemã MAN, preparados para operar com 20% de hidrogênio e 80% de diesel. Ainda não é emissão zero — mas é um teste real de transição.

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Segundo o projeto, essa mistura pode reduzir em até 80% as emissões de CO₂. O resultado dependerá de medições independentes e das condições de operação. E há um ponto decisivo: o benefício climático só é maior se o hidrogênio for produzido com eletricidade renovável.

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Em Santa Catarina, o JAQ H1 passa pelo comissionamento: fase que valida abastecimento, segurança e desempenho dos sistemas. Antes de escalar uma tecnologia, é preciso testar falhas, protocolos e custos fora do ambiente controlado do laboratório.

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A ABIHV estima mais de R$ 108 bilhões em projetos de hidrogênio verde no Brasil até 2029. O JAQ H1 não resolve sozinho o desafio marítimo, mas ajuda a produzir algo essencial: dados reais para decidir onde o hidrogênio faz sentido — e onde não faz.

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