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Resumo em 10 segundos

Um mesmo veto, três reações opostas na Bolsa. Entenda por que MBRF e JBS caíram, enquanto a Minerva virou o jogo. 🥩📉🧵

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O bloqueio temporário da União Europeia às carnes brasileiras colocou três gigantes do setor sob a mesma manchete. Mas, na Bolsa, elas viveram histórias bem diferentes: MBRF caiu forte, JBS recuou e Minerva fechou em alta. 🥩📊🧵

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A primeira a sentir o golpe foi a MBRF: suas ações ON recuaram 3,70% no último pregão da semana. A explicação do mercado é direta: entre as três, ela teria a maior exposição ao consumidor europeu — justamente o destino que fechou a porta.

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Havia ainda um ingrediente financeiro nessa queda. Nos 30 dias anteriores, a MBRF era a ação com melhor desempenho do trio. Quando surge um risco setorial, investidores costumam realizar lucros e migrar para ativos vistos como menos vulneráveis.

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A JBS também caiu em Nova York, mas menos: -0,84% no dia. Na semana, a baixa passou de 4% após o anúncio do bloqueio. Sua escala e presença em diferentes mercados ajudam a amortecer choques regionais — diversificação que o investidor claramente precificou.

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Então veio a virada: Minerva subiu 4,2% no pregão e zerou as perdas da semana. A UE representa perto de 1% de suas exportações. Além disso, a companhia pode atender o mercado europeu por operações na Argentina e no Uruguai, se necessário.

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O episódio mostra por que “setor de carnes” não basta para explicar uma ação. A UE compra apenas cerca de 5% das exportações globais brasileiras de carne, mas paga mais: em média, US$ 10/kg, contra US$ 6,50/kg da China. Em Bolsa, margem e destino pesam tanto quanto volume.

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