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Entre dois computadores quânticos na Paraíba e uma disputa global de US$ 55 bilhões, o Brasil tenta transformar pesquisa em estratégia. ⚛️🇧🇷

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O Brasil começou a montar sua peça no tabuleiro da computação quântica ⚛️🇧🇷 Mas, enquanto o mundo já despejou cerca de US$ 55 bilhões na tecnologia, o país tenta avançar com recursos muito menores — e uma ambição enorme. 🧵

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A promessa parece ficção científica: usar máquinas quânticas para atacar cálculos que levariam tempo demais em computadores comuns. Isso pode afetar finanças, desenvolvimento de remédios, segurança digital e planejamento de energia.

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O contraste dá a dimensão da corrida. A China investiu cerca de US$ 15 bilhões em tecnologia quântica; o Japão, US$ 9,2 bilhões; e os EUA, US$ 6 bilhões. O investimento público brasileiro monitorado em 2025: US$ 17 milhões.

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Ainda assim, há uma história concreta começando em João Pessoa. Com cerca de R$ 150 milhões de governos estadual e federal, a Paraíba adquiriu da China dois computadores quânticos, previstos para instalação no Ciquanta até outubro.

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A ideia é maior que comprar máquinas: transformar a Paraíba em um hub, capaz de formar especialistas, desenvolver novos equipamentos e abrir a infraestrutura para pesquisadores de todo o país — além de empresas.

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Esse é o ponto mais difícil da jornada: tecnologia de ponta não nasce só de hardware. Ela exige pesquisadores, técnicos, universidades conectadas, laboratórios estáveis e financiamento contínuo. Sem gente qualificada, o equipamento vira uma ilha.

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O MCTI prevê R$ 214 milhões entre 2026 e 2028 para projetos estruturantes. É um início, não uma linha de chegada. Na corrida quântica, o Brasil ainda está distante dos líderes — mas construir capacidade pública agora pode decidir quem cria soluções e quem apenas compra depois.

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