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🧬 Pesquisadores da USP e da UFMG querem reunir 500 amostras de brasileiros com mais de 100 anos — e procurar, célula por célula, pistas para uma vida mais longa.

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Células de brasileiros que passaram dos 100 anos estão sendo coletadas e multiplicadas em laboratório por cientistas da USP e da UFMG. 🧬 A missão: investigar o que pode estar por trás de uma longevidade tão rara. 🧵

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A história começa com uma pergunta aparentemente simples: por que algumas pessoas chegam aos 100 anos — ou mais — mantendo características biológicas que desafiam as expectativas do envelhecimento? A resposta pode estar escondida em cada célula.

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No laboratório, as amostras não viram “fórmula da juventude”. Elas se tornam modelos vivos para observar processos como reparo celular, resposta ao estresse e alterações ligadas à idade, com muito mais detalhe do que uma entrevista ou exame isolado permitiria.

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A meta é ambiciosa: chegar a 500 amostras de pessoas acima de 100 anos, vindas de todas as regiões do país. Isso importa porque o Brasil reúne histórias familiares, ambientes e níveis de miscigenação que raramente aparecem juntos em grandes estudos.

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Ao incluir essa diversidade, o projeto pode ajudar a evitar um velho problema da ciência biomédica: tirar conclusões universais a partir de grupos pouco representativos. Entender a longevidade brasileira também é entender a variedade do próprio Brasil.

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Ainda não há um “gene da vida longa” esperando para ser encontrado. Longevidade envolve genética, ambiente, cuidados de saúde e condições sociais. Mas, se essas células revelarem pistas, o futuro pode ser menos sobre viver para sempre — e mais sobre envelhecer melhor.

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