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Resumo em 10 segundos

🌍 A disputa por energia limpa, alimentos e minerais críticos abriu uma janela para o Brasil. A ICC diz que o país precisa agir para não vê-la fechar.

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O mundo está redesenhando suas cadeias de produção — e o Brasil reapareceu no mapa dos investimentos. 🌍⚡ A ICC Brasil quer transformar essa oportunidade em uma agenda concreta para o país se conectar mais ao comércio global. 🧵

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A história começa fora daqui: tensões geopolíticas, busca por segurança energética e corrida por tecnologias de baixo carbono fizeram empresas procurarem novos fornecedores e lugares para produzir.

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Nesse novo tabuleiro, o Brasil tem cartas raras: alimentos, minerais críticos, energia renovável e uma biodiversidade sem equivalente. Ativos que ganharam valor justamente quando o mundo passou a disputar resiliência e descarbonização.

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Mas possuir recursos não garante investimento. Para uma empresa decidir onde instalar uma fábrica, contam também capital acessível, infraestrutura, regras previsíveis, menos burocracia e confiança institucional.

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O tamanho do desafio aparece nos acordos: só 15,7% do fluxo comercial brasileiro ocorre com países que têm acordos preferenciais com o Brasil. No Chile, Peru, México e Colômbia, essa fatia supera 70%.

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Mesmo se entrarem em vigor os acordos já negociados pelo Mercosul com União Europeia, EFTA e Singapura, a cobertura brasileira chegaria a 29,2% do PIB global. Chile alcança 81%; Coreia do Sul, 77,2%.

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É por isso que a ICC Brasil levará o BR+Global aos candidatos à Presidência: propostas sobre comércio exterior, ambiente de negócios, integridade e sustentabilidade. A ideia é ir além de assinar acordos e atacar os gargalos domésticos.

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A oportunidade não é eterna. Na nova economia global, o diferencial brasileiro será transformar energia limpa e riqueza natural em empregos, inovação e cadeias produtivas responsáveis — não apenas exportar potencial em estado bruto.

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