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Resumo em 10 segundos

Pedro Nehme se preparou nos EUA para um voo suborbital histórico. Mas a trajetória da empresa por trás da viagem revela como o turismo espacial também envolve riscos e promessas. 🚀

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Pedro Nehme, estudante da UnB, treinou nos EUA para se tornar o primeiro civil brasileiro a voar ao espaço 🚀 A viagem suborbital estava planejada para o fim de 2015, na nave Lynx Mark II, da XCOR. Mas essa história tem uma reviravolta importante. 🧵

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Primeiro, o que é um voo suborbital? É uma viagem que cruza a fronteira convencional do espaço, mas não entra em órbita da Terra. A nave sobe quase verticalmente, proporciona alguns minutos de microgravidade e retorna ao solo.

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Para isso, não basta vestir um traje espacial. Pedro passou por treinamento em centrífuga no Nastar Center, nos EUA: o equipamento simula as forças G — a pressão intensa que o corpo sente durante aceleração e desaceleração.

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Ele também se preparava para voos de “zero G”, que criam breves períodos de ausência de peso, e testes de desorientação espacial. O objetivo era entender como uma pessoa sem carreira de piloto reage a um ambiente extremo.

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Havia acompanhamento da Agência Espacial Brasileira e de especialistas em medicina aeroespacial. Esse tipo de pesquisa é valioso: estudar adaptação humana ao espaço ajuda a tornar futuras missões mais seguras para perfis diversos de passageiros.

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Mas é preciso atualizar a história: a XCOR Space Expeditions enfrentou problemas financeiros, declarou falência em 2017 e a Lynx Mark II nunca realizou os voos comerciais prometidos. O plano de Pedro dependia de uma nave que não chegou a operar.

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A preparação de Pedro mostra o tamanho do desafio de democratizar o acesso ao espaço: não é só tecnologia, é segurança, ciência e empresas capazes de cumprir o que anunciam. No espaço, promessas grandiosas precisam vir acompanhadas de testes rigorosos na Terra.

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