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Resumo em 10 segundos

Do superávit de R$ 16,8 bi ao risco de déficit de R$ 19 bi: o que sustenta, de fato, as contas do RJ? 💰🛢️

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O Rio saiu de um superávit de R$ 16,8 bilhões em 2021 para uma projeção inicial de déficit de quase R$ 19 bilhões em 2026. 💰 Como uma bonança tão grande perdeu força tão rápido? 🧵

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Parte da resposta está na origem do pico: concessão dos serviços da Cedae e receitas fortes do petróleo. Mas vender ativos e contar com royalties instáveis resolve o orçamento — ou apenas adia a pressão?

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Depois de 2021, o resultado encolheu: houve déficit de R$ 2,5 bilhões em 2024 e superávit de só R$ 1,3 bilhão em 2025. A distância para o pico revela uma pergunta incômoda: qual era a base recorrente dessa melhora?

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O governador interino Ricardo Couto espera reverter o quadro em 2026 com mais ICMS, royalties impulsionados pela guerra no Irã, adesão ao Propag e contenção de gastos. É estratégia fiscal ou uma aposta em fatores fora do controle do estado?

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Mais arrecadação de ICMS pode aliviar o caixa, mas também afeta preços e empresas. E royalties sobem com crises internacionais — uma fonte que pode cair tão depressa quanto sobe. Dá para planejar serviços públicos essenciais assim?

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Os cortes anunciados incluem revisão de contratos e exonerações. A questão não é só cortar: quais contratos têm desperdício? Quais áreas não podem perder capacidade, especialmente saúde, educação, segurança e atendimento à população?

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O Propag renegocia a dívida com a União e pode dar fôlego. Mas fôlego não é solução permanente: transparência, metas realistas e receitas menos concentradas serão decisivas para o RJ sair do ciclo de alívio extraordinário seguido de aperto.

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A grande lição? Um caixa forte não basta quando depende de privatizações pontuais, petróleo e choques globais. O desafio empresarial e fiscal do Rio é transformar receitas passageiras em equilíbrio duradouro — antes da próxima maré virar.

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