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Resumo em 10 segundos

📅 Julho e abril foram historicamente fortes, mas média não é promessa. Entenda por que sazonalidade pode informar — e também enganar — investidores. 🧵

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📅 O calendário pode indicar a melhor hora de comprar ações? Nos últimos 20 anos, julho foi o melhor mês do S&P 500; no Brasil, abril e julho se destacaram no Ibovespa. Mas transformar isso em estratégia é bem mais arriscado do que parece. 🧵

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Isso se chama sazonalidade: a busca por padrões de retorno em determinados meses. No recorte de 20 anos, o S&P 500 teve média de +2,44% em julho e -0,50% em setembro. O Ibovespa, +2,83% em abril e +2,32% em julho.

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O problema começa quando a média vira “previsão”. Ela resume muitos anos diferentes, mas ninguém investe na média: investe no retorno real daquele ano — que pode ficar muito distante do número histórico.

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Exemplo: março teve retorno médio positivo de 0,74% no Ibovespa em 20 anos. Ainda assim, em um desses anos, o índice caiu 29,90%. Uma estatística favorável não elimina o risco de perdas severas.

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A velha regra de Wall Street, “Sell in May and go away”, ilustra bem a fragilidade desses padrões. A tese era sair das ações entre maio e setembro. Só que, de 2016 a 2025, esse período rendeu em média cerca de 1,25% ao mês no S&P 500 — acima dos 1% entre outubro e abril.

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Por que padrões mudam? Juros, inflação, guerras, tecnologia, fluxo de capital e regras de mercado alteram o ambiente. Quando muita gente tenta explorar uma anomalia conhecida, ela também pode desaparecer — ou se inverter.

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Sazonalidade pode servir como contexto, não como bússola única. Para quem investe, diversificação, prazo, custos e adequação ao próprio risco tendem a importar mais do que tentar acertar o mês “mágico”. Na Bolsa, o calendário informa; não garante.

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