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Resumo em 10 segundos

🌡️ Da seca na Amazônia aos picos de energia, o calor extremo deixou de ser apenas previsão climática: virou custo, risco e decisão de negócio.

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O calor extremo está redesenhando a economia — e Manaus sentiu isso no caixa. 🌡️🧵 Em 2023, a seca amazônica impôs R$ 1,4 bilhão em custos extras ao Polo Industrial. Não foi um evento isolado: virou um alerta sobre como o clima interrompe negócios.

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Quando os rios baixaram, a logística que abastece fábricas do Polo Industrial de Manaus perdeu seu caminho mais eficiente: o fluvial. Cargas precisaram ser redirecionadas, insumos atrasaram e o transporte ficou mais caro. Cada dia de seca passou a ter preço.

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No ano seguinte, a resposta veio antes mesmo da próxima crise: o Cieam projetou R$ 1,346 bilhão para antecipar estoques e pagar sobretaxas de transporte. É a mudança silenciosa: resiliência logística deixou de ser plano B e entrou no orçamento.

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E o problema não para na Amazônia. Uma investigação da Reuters aponta que grandes ondas de calor conectadas passaram de cerca de 5 ocorrências anuais nos anos 1960 para 102 nesta década, segundo seus próprios critérios de classificação.

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O impacto econômico é global porque vários polos produtivos podem ser pressionados ao mesmo tempo: trabalhadores expostos, colheitas afetadas, fábricas com maior custo de refrigeração e redes elétricas no limite. Não há muita margem para transferir tudo de lugar.

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A OIT estimou que o estresse térmico pode eliminar 2,2% das horas trabalhadas no mundo até 2030 — o equivalente a 80 milhões de empregos em tempo integral e US$ 2,4 trilhões em produtividade. Proteger quem trabalha do calor também é gestão de risco.

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No Brasil, a conta aparece na tomada: em agosto de 2026, o consumo de eletricidade subiu 4,3%; nas residências, 6,9%. O desafio empresarial e público agora é investir em redes, eficiência e energia limpa antes que o próximo pico transforme prevenção em prejuízo.

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