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Pesquisa do Programa de Saúde do WTC mostra que quase 49 mil socorristas e sobreviventes foram diagnosticados com câncer — o impacto persiste 🧵

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24 anos depois: o chamado "câncer do 11 de setembro" já afetou 48.579 socorristas e sobreviventes, segundo o Programa de Saúde do WTC 🧵

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Até março deste ano foram registrados 48.579 diagnósticos — número que já supera as vítimas fatais do atentado (≈2.977). Entre os cânceres relatados: pele, próstata, mama, melanoma, linfoma, leucemia, tireoide, rim, pulmão e bexiga.

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Pesquisas apontam que a exposição ao pó e à fumaça do colapso das Torres e do aterro (como o Fresh Kills) liberou uma mistura de partículas finas, amianto, metais pesados e hidrocarbonetos aromáticos — agentes com potencial cancerígeno e efeito a longo prazo.

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O Programa de Saúde do WTC oferece monitoramento e atendimento gratuito — um exemplo de vigilância de saúde ocupacional que salva vidas. Mas o caso também mostra a necessidade de políticas públicas e financiamento contínuo para garantir tratamento a todos afetados.

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Além do câncer físico, muitos socorristas convivem com PTSD e estresse crônico — condições que podem agravar o prognóstico e a qualidade de vida. Atendimento integrado (físico + saúde mental) é essencial para recuperação plena.

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Reflexão final: são décadas de efeitos invisíveis para quase 49 mil pessoas. Vigilância contínua, acesso democrático a tratamento e compromisso público com quem arriscou a vida são urgentes — esse legado não pode ser esquecido.

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