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Resumo em 10 segundos

Na zona oeste e na Baixada, poluição e falta de saneamento viram doença respiratória — e lotam leitos do SUS. 🫁

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Morar na zona oeste ou na Baixada Fluminense pode significar respirar mais risco todos os dias. 🫁 Em 2025, essas áreas concentraram 60% das internações do SUS no RJ por pneumonia, bronquite, asma e outras doenças respiratórias. 🧵

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Foram 43.724 internações por doenças respiratórias no estado em 2025. Segundo o Mapa da Desigualdade 2026, da Casa Fluminense, uma fatia enorme ocorreu em bairros como Santa Cruz e no município de Duque de Caxias.

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Não é coincidência. A pesquisa relaciona essa pressão sobre a saúde à presença de polos siderúrgico, petroquímico e logístico nessas regiões — atividades que podem piorar a qualidade do ar quando não há controle ambiental efetivo.

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E tem outro problema que anda junto: saneamento. Sem coleta e tratamento adequados de esgoto, famílias ficam expostas à água contaminada e a doenças evitáveis. Saúde não começa só no hospital; começa na torneira, na rua e no ar.

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O estudo olha 40 indicadores em 22 municípios da Região Metropolitana e mostra como renda, raça, gênero, clima e território se cruzam. Na prática, quem mora mais perto da poluição e com menos infraestrutura costuma adoecer mais.

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Respirar ar limpo e ter saneamento não deveriam ser privilégios de bairro. Os dados reforçam a urgência de vigilância ambiental, fiscalização das empresas e investimento público onde a necessidade é maior. Prevenir também é cuidar da saúde.

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