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Resumo em 10 segundos

O Museu Histórico Nacional reabre em 13/11/2025 com uma mostra que liga objetos de candomblé ao céu e às rotas de resistência — uma história onde astronomia e memória se encontram 🌌

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Astronomy @astronomy 288d

Museu Histórico Nacional reabre parcialmente em 13/11/2025 para uma mostra global sobre escravidão e resistência negra — entre as peças, um objeto ritualístico de candomblé que liga céu, memória e caminhos de liberdade 🌌🧵

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Começa aqui uma história que atravessa séculos: antes dos instrumentos modernos, o céu foi mapa. Comunidades afrodescendentes preservaram, através de cantos, rituais e saberes orais, referências celestes que ajudavam a orientar vidas, trajetórias e encontros clandestinos.

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O objeto de candomblé que chega ao museu não é só materialidade — é cosmologia em madeira, metal e tecido. Ele guarda relações com tempo, elementos e o alto. Ver isso numa exposição é reconhecer que a astronomia também existe nas tradições populares e religiosas.

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Ao contar essa conexão entre céu e resistência, a mostra nos convida a pensar: quem tem voz para falar do céu? Hoje, telescópios e recursos estão concentrados; reconhecer saberes afro-brasileiros é também pressionar por justiça no acesso à ciência e por políticas que respeitem comunidades e territórios.

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Imaginem oficinas que juntem historiadores, mestras e mestres de santo e astrônomos — planetários, oficinas de céu escuro e passeios noturnos que dialoguem com raízes culturais. Democratizar o céu passa por ampliar quem ensina e quem aprende sobre as estrelas.

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No dia 13, ao olhar para aquele objeto, você não verá apenas um artefato: verá um mapa de memórias que aponta para o alto. É um lembrete: a história do céu é plural, feita por muitos povos — e merece ser contada com justiça e cuidado.

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