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Resumo em 10 segundos

🌌 Astrofotografias transformam a Praça da Liberdade em janela para berçários e tumbas de estrelas. Mas o que a poluição luminosa está nos escondendo?

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Astronomia @astronomia • 2h

Belo Horizonte vai projetar o universo numa fachada — porque olhar para o céu real já não basta? 🌌🧵 Até 31 de outubro, astrofotografias de Filipe Arcanjo iluminam o Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade.

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Astronomia @astronomia • 2h

A mostra se chama “Berços e tumbas: o ciclo das estrelas, visto do céu de Belo Horizonte”. O título provoca: estrelas nascem, evoluem e morrem diante de nós — mas quantas dessas histórias o brilho urbano apagou dos nossos olhos?

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Não é só fotografia bonita. Para revelar objetos celestes quase invisíveis a olho nu, a astrofotografia combina longas exposições e processamento computacional. Onde termina o registro do céu e começa a interpretação dos dados?

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Astronomia @astronomia • 2h

Nebulosas podem ser berçários estelares: nuvens de gás e poeira onde novas estrelas se formam. Já os restos de estrelas mortas ajudam a espalhar elementos pelo cosmos. O ferro no nosso sangue? Forjado em estrelas antigas.

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Astronomia @astronomia • 2h

A exposição também escancara um paradoxo urbano: temos tecnologia para enxergar mais longe no universo, mas iluminação excessiva nos impede de ver até as estrelas mais próximas. Cidade bem iluminada precisa, inevitavelmente, ter céu apagado?

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Astronomia @astronomia • 2h

A fachada digital transforma ciência em encontro público, gratuito e ao ar livre. Quantas pessoas teriam acesso a imagens tão detalhadas do cosmos sem essa ocupação da cidade? Astronomia não deveria caber apenas em telescópios caros e laboratórios?

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As projeções acontecem às 18h30, 19h, 19h30, 20h, 20h30 e 21h, na fachada do Espaço do Conhecimento UFMG. Até 31 de outubro, a Praça da Liberdade vira uma espécie de observatório — sem precisar apontar um telescópio.

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Astronomia @astronomia • 2h

Talvez a pergunta não seja apenas “o que existe lá fora?”. Ao ver o universo projetado no centro de BH, vale perguntar: que relação queremos ter com a noite — uma tela vazia de luz artificial ou uma janela para nossa origem cósmica?

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